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Você sabe dar nome ao que sente?
Existe uma pergunta muito simples que pode revelar o quanto conhecemos a nós mesmas. Quando alguém olha para você e pergunta: "O que foi? O que você tem?" O que você responde? Talvez você diga: "Nada." "Está tudo bem." "Não foi nada." Ou talvez você nem saiba responder. E esse é o ponto.
Sandra Pantaleão


Muitas mulheres passaram a vida aprendendo a resolver problemas, cuidar da família, trabalhar, organizar a casa, atender às necessidades de todo mundo...
Mas nunca aprenderam a reconhecer aquilo que estavam sentindo.
Nós aprendemos a funcionar.
Mas nem sempre aprendemos a sentir de forma consciente.
O analfabetismo emocional
Existe uma diferença enorme entre sentir uma emoção e saber identificá-la.
Às vezes dizemos:
"Estou muito nervosa."
Mas, na verdade...Não é nervosismo. É medo.
Outras vezes dizemos:
"Estou irritada."
Mas talvez não seja irritação. Talvez seja tristeza. Ou decepção. Ou frustração.
Quando não damos nome ao que sentimos, acabamos reagindo de qualquer maneira.
E quem não reconhece a própria emoção acaba sendo dominado por ela.
Vamos pensar juntas?
Quantas vezes você disse:
"Estou com raiva."
Quando, na verdade, estava profundamente decepcionada?
Ou disse: "
Estou exagerando."
Quando, na verdade, apenas estava se sentindo desrespeitada?
Ou ainda:
"Estou muito carente."
Quando o que existia era um sentimento profundo de solidão?
Percebe como as palavras mudam tudo?
Raiva pede ataque.
Decepção pede reflexão.
Carência pede alguém.
Solidão pede conexão.
Quando aprendemos a nomear corretamente nossas emoções, também começamos a responder melhor à vida.
Por que isso acontece?
Porque muitas de nós fomos ensinadas a controlar o comportamento...
Mas não fomos ensinadas a compreender as emoções.
Aprendemos frases como:
"Engole o choro."
"Isso passa."
"Você está fazendo drama."
"Seja forte."
E, aos poucos, fomos escondendo aquilo que sentíamos.
Só que emoção escondida não desaparece.
Ela apenas encontra outra forma de aparecer.
Às vezes no corpo.
Às vezes na ansiedade.
Às vezes na irritação constante.
Às vezes naquele cansaço que ninguém consegue explicar.
Eu quero fazer uma pergunta que talvez você nunca tenha feito a si mesma.
O que essa emoção está tentando me dizer?
Porque nenhuma emoção surge por acaso.
Ela sempre traz uma mensagem.
O medo pode estar pedindo proteção.
A tristeza pode estar pedindo acolhimento.
A frustração pode estar mostrando que alguma expectativa precisa ser revista.
A culpa pode estar convidando à reflexão... ou apenas revelando uma cobrança excessiva.
Quando começamos a ouvir nossas emoções, elas deixam de ser inimigas e passam a ser sinais importantes sobre nós mesmas.
Dar nome ao que sentimos não nos torna frágeis.
Nos torna conscientes.
Porque aquilo que reconhecemos...Podemos compreender. E aquilo que compreendemos...
Tem muito menos poder para nos dominar.
